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28/01/2009

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LUGARES INCRÍVEIS

 

Um dos maiores serial killers da história era um médico, o inglês Harold Shipman - médico de Manchester. Oficialmente, Shipman matou 215 de seus próprios pacientes. Há suspeitas de que foram muitos mais.

COMO ERA VISTO

Harold Shipman

Sem conseguir compreender suas motivações, a imprensa o classificou de "demônio", "novo doutor Hyde" e até de "Mengele britânico", como o chamou o "Times", que não hesitou em compará-lo com o carrasco de Auschwitz.

Casado e pai de quatro filhos, Shipman era um médico apreciado por seus pacientes.

No ano de sua prisão, 1998, 3.000 nomes constavam no arquivo de seu consultório.

No início da investigação, sua mulher, Primrose Shipman, reiterou que o amava e que acredita sinceramente em sua inocência.

Na falta de motivos, os psiquiatras buscam nas profundidades de sua vida pessoal uma explicação possível para os assassinatos em série.

 

 

HISTÓRIA

Nascido em 14 de janeiro de 1946 em uma família de operários, Shipman acompanhou aos 17 anos a lenta agonia de sua mãe, Vera, que morreu de câncer de pulmão.

Harold Shipman

Quando não existiam mais esperanças, viu os médicos injetarem doses diárias de diamorfina (nome científico da heroína) em sua mãe para aliviar o sofrimento.

A maioria das vítimas de Shipman eram mulheres, todas de idade mais ou menos avançada. As autópsias revelaram que elas receberam grandes doses de diamorfina, droga que o médico possuía em excesso, segundo a polícia.

Durante a época de estudante, ele era fascinado pelas drogas, contaram alguns ex-colegas.

Em 1976, Shipman foi condenado a pagar uma multa por ter adquirido, de maneira irregular, drogas para seu próprio consumo. "Estava deprimido", declarou na ocasião.

Depois do incidente o médico nunca mais teve problemas com a Justiça.

PRIMEIRA VEZ

Shipman matou pela primeira vez em 1975, apenas um ano depois de ter começado a exercer a profissão, e continuou cometendo crimes até sua prisão, em 7 de setembro de 1998.

Harold Shipman

Das vítimas, 171 eram mulheres e 44 homens. A mais jovem era um homem de 41 anos, e a mais velha, uma senhora de 93.

Na cidade de Hyde, onde se instalou em 1977, Shipman matou 214 de suas 215 vítimas confirmadas. Sua rotina homicida se acelerou em 1992, quando resolveu clinicar sozinho após brigar com os colegas com quem dividia consultório.

O médico matou 16 pacientes em 1993, 11 em 1994, 30 em 1995, 30 em 1996 e 37 em 1997.

Em 1998 voltou a matar mais 18 vezes até ser descoberto por ter falsificado o testamento de uma de suas pacientes e vítimas, Kathleen Grundy, 81. Esta foi a única vez em que o motivo do crime pareceu ser financeiro, a menos que se tratasse de uma forma inconsciente de autodenúncia.

No início da investigação, Shipman teria confessado o "desejo de controlar a vida e a morte". Os especialistas acreditam que ele talvez tenha ficado "cego" ao sentir que possuía o poder de controlar a vida.

"Sou um ser superior", teria declarado a um policial, antes de iniciar o silêncio que manteve desde então.

SUA MORTE

Inicialmente, Shipman foi condenado em janeiro de 2000 por 15 homicídios e por falsificar um testamento; em janeiro de 2004, quatro anos depois, se suicidou.

 

Fonte 1   Fonte 2

OUTROS SERIAL KILLERS

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